A MALETA Lembro de quando criança Guardava numa maleta Sonho e esperança Que tinha na cabeça Arrastava-a com todo cuidado Parecia meu travesseiro Quando estava preocupado Ela sabia primeiro Não era assim tão nova Muito tinha viajado Suas marcas davam provas De quanto tinha andado Às vezes nas tardes chuvosas Em casa, tinha que ficar Ela sempre generosa Abria-se pra eu brincar Tirava cadernos e livros Bilhetes ali jogados Com irmãos ou amigos Brincava sossegado | Um dia sem me perguntar Dela tudo tiraram E quando fui procurar No lixo a tinham jogado Disseram que estava velha Uma mochila eu ia ganhar Escondido chorei por ela Que um dia me ensinou a pensar Pra onde ela foi eu não sei Só sei que o tempo corre Nunca esqueci o que sonhei Esperança, a última que morre. Jurandi Alves Siqueira |
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Um poema
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