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sexta-feira, 20 de junho de 2014

CANTAR Y HABLAR       (LA PUERTA)
La puerta se cerró detrás de ti          
Y nunca más volviste a aparecer        

Dejaste abandonada la ilusión          
Que había en mi corazón por ti          
                                                           
La puerta se cerró detrás de ti          
Y así detrás de ti se fue mi amor
Creyendo que podría convencer        
A tu alma de mi padecer


Pero es que no supiste soportar
Las penas que nos dio
La misma adversidad  
Así como también
Nos dio felicidad
Nos vino a castigar con el dolor

¿Cuáles de esos verbos  no están en el pretérito indefinido?  cerró – fechou / volviste –voltaste / había – havia  / dejaste – deixaste / supiste – soubeste / vino – veio / podría – poderia  / dio – deu   
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bem alto

Meu pai me falou que quando era pequeno, ia sempre numa casa grandona que fica perto daquela montanha. Aquela enorme, tá vendo?  Andava pra caramba pra chegar lá. Como não alcançava o trinco, pegava uns tijolos e se esticava todo, para conseguir abrir o portão.
Ontem, não sei por que, ele voltou lá. Disse que chegou rapidinho. Achou que não era tão longe. Falou que o trinco era muito baixo. Teve até que se curvar para abrir o portão.
Será que o trinco desceu?  Não, não consigo explicar como isso é possível. Vem comigo, vamos lá nessa casa. Se eu não conseguir, você me levanta pra eu alcançar trinco?
Jurandi Alves Siqueira


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Gafe (curta metragem)

Curta metragem que aborda o quanto, às vezes, somos traídos pela razão.
Direção: Jurandi  Siqueira.
Elenco: Lúcia Araújo, Jorge Gama e José Antônio Souza Amador.



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bom apetite

                                         
 A gente que gosta de literatura
Quando começa a escrever
Sai tanta da loucura
Que só lendo pra ver

Faz conto, romance, poesia
A gente quer escrever
Escreve até na cozinha
Onde é pra se comer

E por falar em comida
Agora quero dizer:
Tem coisas muito gostosas
Que dá até pra gente ler

A receita que escreveu a vovó
Do camarão que aprendeu a fazer
Não conheço outro bobó
Tão gostoso pra gente comer

O vinho também se escreve
Pede a carta, cardápio ou menu
Quem não sabe beber, não bebe
Ou pede qualquer um

A gente não sai desse prato
Come mesmo pra valer
Literatura que se preze
Dá gosto da gente ler

Jurandi Alves Siqueira

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Arraiá da Brigite


Brigite brinca com brinco
Seca o sol o solo molhado
A chuva parou acredite
Comi um bolo solado

O bebo bebeu de bobeira
De tanto beber, embebou
Em São João tem fogueira
Fogos, balão sim senhô

A festa vai inté noite inteira
Pra mim já começou
Estava esperando Brigite
E vejo que ela chegou

Brigite brinca comigo
Passou por mim nem olhou
Tristeza foi tanta, acredite
Meus olhos inté até marejou

Jurandi alves siqueira

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rodando


Rodando

A vida tem muito da magrela
nem sempre ruim
nem sempre bela

Equilíbrio
deve-se ter
pra se viver sobre ela

Gosto da vida simples
do jeito da minha magrela
sem teto, porta, janela

Um guidão pra segurar
um selin pra se sentar
um pedal pra pedalar

O resto
deixo com ela


Jurandi Alves Siqueira

quarta-feira, 28 de março de 2012

Um gesto

Meu colega de classe ficou de castigo. Ele levantou um dedo e a professora disse que isso não podia acontecer.
Fiquei pensando como que um simples gesto faz o outro pensar que a gente está pensando o que ele está pensando.
Carlinhos não chorou no castigo. Olhei pra ele e levantei um dedo. Ele abaixou a cabeça.
Meia hora mais tarde dona Vera disse que podia sair.
–  Que isso não se repita, entendeu? “
Ele levantou outro dedo. Ela fez o mesmo.
Quando ele ia saindo, ela o chamou pelo nome, meio que arrependida. Ele parou e virou-se.
Nada falaram. Após alguns segundos, dona Vera levantou um dedo. Carlinhos levantou todos, balançou as mãos e saiu.
–  Estou orgulho de você, cara. Parabéns!
Apertei-lhe as mãos.
– Não faça isso!
– Ué, por quê?
Ele levantou outro dedo e o colocou na altura do nariz.
Fiquei quieto.
– Por que você ficou quieto?
– Você não mandou eu ficar calado?
– Eu não falei nada.
Levantei meu polegar. Ele fez o mesmo e fomos brincar.
Depois de Nonô, Carlinhos era o meu melhor amigo.

jas/mar12

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Homenagem às Claras

Clara
são como se chamam
umas Maria
outras Ana
Tem Clara que é só Clara
É claro que esse nome é bacana`

Jurandi Alves Siqueira

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Tempo


O tempo me tomou muitas coisas...

O corpo pequeno de menino
O rosto alegre, sempre sorrindo
e  uma grande dose de ingenuidade.

Encurtou roupas que eu gostava
Apertou o patins que eu adorava

Tornou pequena, minha bicicleta, antes tão grande.
Desapareceu com os meus velhos professores
Com os médicos de família
Com meus primeiros amores.

Tentou matar minh’alma de poeta
Mas acabou, não sei como, sendo vencido.

O tempo é indomável,  implacável, mas também generoso
Emprestou-me, por algum tempo,
um corpo maior, mais vigoroso.

Acabou com cataporas, coqueluches
e aquele medo horrível de ficar no escuro.


Curou as feridas das quedas do patins.
Transformou a ingenuidade em prudência.

Diminuiu minha ansiedade
Deu-me um pouco de paciência.

É certo que nunca mais tive um cão igual
Nem tenho hoje um país tão sério.

Mas o tempo é assim mesmo...
Tem seus mistérios.

Jurandi Alves Siqueira

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Solidão

Saiu. Queria estar só. Chegou na praça. Andou bastante até o chafariz. Suas águas rasas, claras, revelavam o fundo vazio. Estava bem distante de tudo.
Caminhou. Sentou-se num banco. Babás, bebês. Um balão amarrado no bibi do nenê. Mães conversando.
Olhava tudo. Cada coisa, cada pessoa.
Uma criança caiu de cara no chão. Engoliu o choro com areia. Limpou o joelho arranhado. Chamou o amiguinho e se foi.
Viu nomes e desenhos inscritos na árvore.
O homem do algodão doce chegou e foi cercado pelas crianças.
─  Ai meu Deus do céu! O dentista disse que eu não deixasse comer doce.
Não deu bola para o comentário da madame. Olhou para um pombo pousado, na cabeça de um ilustre.
O calor ficou forte. Um pato parecia perder a cabeça no pequeno lago.
─  Maria, pega as crianças!
─  Mãe, eu quero água.
─  Vamos! Está muito quente. Tchau pessoal!
Todos se foram. A praça ficou deserta. O bate-bate parado. O doce do algodão, acabou. Enterrou o palito no chão.
Ao longe o chafariz, mais solitário, ainda. O parquinho ao lado da pista de skate. A gangorra, o balanço e o escorrega, próximos. O coreto recebia sombra e carícias de uma imensa árvore.
O pato pegou um peixe. Ergueu, orgulhoso, a cabeça.
─  Uma praça, não devia ser planejada desse jeito. Coitado. Distante de tudo.
Levantou-se e foi em sua direção. Desistiu. Tomou o rumo da saída. Ouviu um grande soluço. Parou e olhou para trás. Aproximou-se. Suas águas pareciam lágrimas saindo de todos os orifícios. Pegou uma moeda e falou: toma!
─ gluuuf!
Jurandi Alves Siqueira

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Troca

Abriu o portão do quintal. Foi para a vila. Não era uma vila muito grande. Tinha dez casas: 5 de um lado, 5 do outro. Seus colegas estavam brincando.
Danilo ficou só olhando. Estava triste como um dia nublado. Voltou pra casa, pegou algo e prendeu no short. Escondeu com a camisa e, novamente, estava na vila.
Os moleques rodavam pião com suas fieiras novinhas, presas nos dedos, vuum!
O pião era jogado e puxado com força. Zunia. Rodopiava.
Alguns enlaçavam o pião com a fieira e o faziam pular em sua mão. Outros tinham que se abaixar, abrir os dedos, palmas para cima e, roçando a costa da mão no chão, faziam o brinquedo subir e rodar na palma da mão.
Danilo continuava sério. Seus colegas o estranharam. Ele nada falou.
O moleque jogou o pião sobre o outro que estava na roda, riscada no chão. Quando acertava o debaixo, a gente podia continuava a jogar. Quando errava ia para a roda. A outra forma de brincar era acertar direto o pião dentro da roda: se acertasse levava o pião, se errasse perdia o pião.
Isso tudo Danilo sabia. Havia perdido um com fieira e tudo no dia anterior. Um pião é caro quando se vive longe da cidade, se tem 8 anos, não se conhece o pai e a avó só vai receber no fim do mês.
Sério, passou horas ali. Só olhando. Sem a menor chance.
- Aí, traz outro pião! Tá com medo, Mané?
- Sabe que eu sou fera, né moleque! – gritou Duda.
Danilo ficou calado.
A brincadeira continuou. Cada um mais bonito que o outro. Danilo chegou a reconhecer o que tinha sido seu. Estava meio cacarecado, mas era um bom pião.
Duda se abaixou. Ficou de costas. Danilo coçou a barriga e tocou no objeto que estava com ele. Segurou por alguns instantes. Alguns meninos começaram a correr quando ouviram uma trovoada.
O tempo mudou. A vila ficou deserta. Duda continuava abaixado. A chuva caia fina. Só os dois na vila.
Danilo tirou o objeto de dentro da camisa. Duda estava distraído com seu pião, alheio a tudo. Danilo tirou o objeto de dentro do short, tomou coragem e falou:
- Aí, vamos brincar de ferro?
- Legal, vamos.
O vento começou a soprar. A chuva pequena parou totalmente. Os meninos voltaram e começaram a brincar.
Ferro é uma brincadeira que cada um joga e finca no chão um espeto pesado, geralmente de ferro. Depois, vão riscando e marcando terreno para impedir que o outro avance.
Danilo ganhou o jogo. Voltou para casa com vários ferros.
À noite rezou para que chovesse até o dia do pagamento da avó ou que seus colegas aceitassem os ferros em troca de um pião.
Jurandi Alves Siqueira

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Amoras negras


Amoras negras        
Amoras doces
Amor às Negras     
Cheias de poses

O amor é negro
Cor dos  jambos
Não fechamos os olhos
Quando beijamos?

Jurandi Alves Siqueira

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Meu poema preferido



Vida de Moleque

Tá com medo tabarel?
É de linha de carretel!

Feita pra ventos fracos ou para ventos fortes
Venha me cortar, se tu tens sorte!

Venha, vamos cruzar!
Tá com medo?
Vamos torar?

Vem vento catinguelê
Cachorro-do-mato quer me morder.

Sou bom de bola e de rasteira.
Rodo pião, planto bananeira
Brinco de toda brincadeira,
Mas a cafifa é a primeira.

São várias as voadeiras:
Cafifa ou pipa, papagaio, baratinha,
Arraia, pião, morcego e cortadeira.
E assim foi a minha infância inteira.

O empinar uma pipa, botar cafifa no alto
É coisa de criança travessa,
Lá do morro ou do asfalto.


Soltar cafifa,
É coisa séria e importante
Você ligado por uma linha ao seu coração
Tão distante.

A pipa vai subindo. A linha você vai dando
E a tal adrenalina, aos poucos aumentando
É que há um misto de risco e prazer
Na medida que ela, de vocêVai se distanciando.

Cafifa cortada, pipa voada.
O coração em desespero:
É minha, peguei primeiro!

Majestosa ela voa lá no céu.
Bela, fascinante, cheia de linha!
Me faz lembrar de uma época tão boa.
A bela época, da infância minha.

Tá com medo tabarel?
É de linha de carretel!
Vem vento catinguelê
Cachorro-do-mato quer me morder